Vereador Whallassy quer psicólogos nas UBS contra ansiedade e depressão
- Tuanny Figueiredo
- 11 de mar.
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Durante sessão na Câmara Municipal de Imperatriz nesta quarta-feira (11), o vereador Whallassy apresentou a Indicação nº 45/2026, solicitando ao Prefeito Rildo Amaral e ao Secretário Municipal de Saúde, Flamarion Amaral, a criação de espaços de escuta e acolhimento psicológico nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs) do município.
A proposta prevê a implantação de um Posto de Escuta Ativa, com atendimento realizado por psicólogos ou profissionais de saúde mental, com o objetivo de auxiliar a população em situações de ansiedade, depressão e estresse.
Ao defender a indicação no plenário, o vereador destacou que muitas pessoas procuram as unidades de saúde já em momentos de fragilidade emocional e que o atendimento inicial pode ser decisivo para identificar sinais de sofrimento psicológico.
“Quando a pessoa procura uma UBS, muitas vezes ela já chega fragilizada. Esse primeiro momento de acolhida pode fazer toda a diferença para identificar situações de ansiedade, depressão ou estresse”, afirmou.
Segundo Whallassy, a criação de um espaço específico de escuta dentro das unidades permitirá que o cidadão seja atendido de forma mais humanizada e, quando necessário, encaminhado corretamente para acompanhamento especializado.
“O Posto de Escuta Ativa tem exatamente esse objetivo: oferecer um atendimento seguro, humanizado e uma escuta qualificada, permitindo que o cidadão seja ouvido e encaminhado da forma correta”, explicou o vereador.
Ampliação dos serviços de acolhimento psicológico
Durante a discussão da indicação, a vereadora Rosângela Curado destacou a relevância da proposta e ressaltou que o acolhimento humanizado já é uma diretriz das políticas públicas de saúde. Ela também sugeriu que o município avalie parcerias com faculdades que oferecem cursos de Psicologia, possibilitando a participação de estudantes em estágios supervisionados como forma de fortalecer o atendimento nas unidades.
Em outro momento do debate o vereador Júnior Gama compartilhou sua experiência pessoal ao lidar com a ansiedade e reforçou a importância de ampliar o acesso ao atendimento em saúde mental no município.
Ao reforçar a importância da iniciativa, Whallassy também chamou atenção para o preconceito que ainda existe em torno do cuidado com a saúde mental.
“As pessoas ainda demonizam muito o CAPS, fazem piadas, tratam como se fosse ‘lugar de doido’. E não é. Saúde mental precisa ser uma preocupação social”, afirmou.
O vereador destacou ainda que os transtornos relacionados à saúde mental são diversos e precisam ser tratados com seriedade.
“Não é só ansiedade. Existem muitos outros transtornos, como TDAH, autismo, TOC. Muitas vezes esses sinais podem ser percebidos logo no primeiro atendimento, quando o paciente chega à unidade de saúde”, pontuou.
A indicação também aponta que a implantação do Posto de Escuta Ativa pode contribuir para reduzir a sobrecarga dos serviços hospitalares, fortalecer o vínculo entre as equipes de saúde e a comunidade e melhorar a qualidade de vida da população.
“Às vezes a pessoa chega na UBS por um problema físico, mas já apresenta sinais de ansiedade ou sofrimento emocional. Esse primeiro contato pode ajudar a identificar essas situações e garantir o encaminhamento adequado”, destacou.
Ao final da discussão, Whallassy agradeceu o apoio dos colegas parlamentares que manifestaram apoio à proposta e reforçou a importância de ampliar o cuidado com a saúde mental no município.
