Vereador Whallassy propõe projeto "Parede Viva" para colorir Imperatriz com arte urbana
- Elton Sales
- há 3 horas
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O vereador Whallassy apresentou à Fundação Cultural de Imperatriz o projeto “Parede Viva”, que propõe a criação de murais artísticos em diferentes pontos da cidade. A iniciativa tem como foco a valorização de artistas locais, incluindo grafiteiros, e a ocupação de espaços públicos com intervenções visuais que dialoguem com temas do cotidiano.
Segundo o parlamentar, a proposta surge a partir da necessidade de integrar cultura, urbanismo e participação social. “A cidade precisa olhar para a cultura como parte do seu desenvolvimento. Quando a gente fala de arte urbana, a gente fala de acesso, de inclusão e de diálogo direto com a população”, afirmou.
Cultura como política pública e transformação social
O projeto prevê a produção de murais com temas como meio ambiente e segurança pública, utilizando o muralismo como ferramenta de comunicação social. A proposta também busca incentivar novos talentos e ampliar oportunidades para artistas da cidade.
Para o vereador, a cultura deve ser tratada como política pública estruturante. “Todo mundo reconhece que a cultura transforma vidas. O que precisamos é transformar esse reconhecimento em ação concreta, com investimento, planejamento e continuidade”, declarou.
Ele também destacou que o acesso à arte em espaços abertos contribui para aproximar a população das discussões públicas. “O muralismo é uma forma acessível de arte. Ele leva informação, provoca reflexão e fortalece o sentimento de pertencimento das pessoas com a cidade”, completou.
Experiências locais e potencial de expansão
Imperatriz já conta com iniciativas de arte urbana em viadutos e prédios, o que, segundo o parlamentar, demonstra que há base para ampliação do projeto. A proposta do “Parede Viva” é estruturar e expandir essas ações de forma organizada, com apoio institucional.
Durante visita ao Centro Tatajuba, o vereador destacou a produção artística de estudantes exposta no local. “Nós temos talento. O que falta é oportunidade e política pública contínua. Quando a gente investe desde a base, o resultado aparece”, afirmou.
Ele também citou a necessidade de fortalecer equipamentos culturais existentes e ampliar o alcance das ações.
“Hoje, o Tatajuba é o único centro cultural da cidade. Isso mostra que ainda há muito espaço para avançar. A cultura precisa chegar em mais bairros e alcançar mais pessoas”, disse.

Caminhos para uma cidade com identidade cultural
Ao defender o projeto, o vereador fez referência a cidades que consolidaram políticas culturais como estratégia de desenvolvimento. “Muita gente diz que existem cidades que respiram cultura. Isso não acontece por acaso. É resultado de decisão política, de investimento e de continuidade. Imperatriz pode seguir esse caminho”, afirmou.
O projeto “Parede Viva” segue em fase de apresentação e articulação junto à Fundação Cultural e demais setores envolvidos. A proposta integra um conjunto de iniciativas voltadas à valorização da cultura como ferramenta de desenvolvimento urbano e social no município.
“A gente precisa começar. A partir do momento que a cidade decide investir em cultura, ela constrói identidade, gera oportunidade e transforma a relação das pessoas com o lugar onde vivem”, concluiu o vereador.



